sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tipos de filtros para água da chuva (2) - Filtro de alta Vazão

Os filtros que não possuem retrolavagem são chamados de alta vazão por deixarem passar a totalidade da água. Esta vazão no entanto, é diretamente proporcional a limpeza do filtro, ou seja, um filtro totalmente limpo irá deixar passar 100% da água. A falta de limpeza, irá ocasionar o acúmulo de sujeira fazendo com que, em caso de chuvas fortes, a água fique retida no tubo de descida e nas calhas, motivo pelo qual é fundamental que, em sistemas que utilizem este tipo de filtro, sejam instalados buzinotes nas calhas. O buzinote é um cano de escoamento alternativo para o excesso de água e é instalado na parte mais alta da calha. Recomenda-se a utilização em consórcio com um pré-filtro colocado na calha para a retenção das sujeiras maiores.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Tipos de filtros para água da chuva (1) - Filtro de Passagem com Retrolavagem



O filtro de passagem é instalado na descida vertical que vem das calhas de coleta da água da chuva. Os filtros com retrolavagem são aqueles que transportam a sujeira com parte da água. Assim, este tipo de filtro não aproveita totalmente a água coletada. A retrolavagem no entanto é uma vantagem pois reduz drasticamente o trabalho de limpeza do filtro.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tipos de filtros para água da chuva

Basicamente temos dois tipos de filtros para o aproveitamento da água da chuva:
TIPO 1 - com retro lavagem, ou seja, a sujeira sai do sistema sendo levada por uma parcela de água. Este tipo possui a vantagem de necessitar de pouca manutenção mas com a desvantagem de perder uma parcela de água (5 a 20%)
TIPO2 – sem retro lavagem com aproveitamento total da água. Este tipo de filtro depende de limpeza constante e o desempenho é proporcional à eficiência da limpeza da tela de filtragem.
Os dois tipos podem ser fabricados com diversos modelos.
Alguns exemplos:
FILTRO DE PASSAGEM VERTICAL COM RETROLAVAGEM
FILTRO DE PASSAGEM PARA ALTA VAZÃO Adicionar imagem
PRÉ-FILTRO PARA A CALHA
FILTRO PARA CAIXA DE PASSAGEM

Posteriormente, iremos detalhar cada modelo com exemplos.

domingo, 20 de novembro de 2011

Sistema de aproveitamento de água da chuva














Estas fotos demonstram uma instalação básica de filtro e reservatório aparente. Local: sede do LaBSiP.

Recomendações para o aproveitamento da água da chuva (3) - Reabastecimento

Dependendo dos ciclos da chuva na localidade de instalação do sistema de aproveitamento, deve-se prever uma maneira prática de fazer o abastecimento da água não potável (chuva) pela água do concessionário, prevendo os momentos de estiagem. Este abastecimento não deve ser feito pela comunicação entre as caixas d’água e sim através do cano geral que chega da rua. Uma boa solução são os equipamentos que utilizam uma válvula solenóide (registro elétrico) e uma bóia de nível para controle.

sábado, 19 de novembro de 2011

Recomendações para o aproveitamento da água da chuva (2) - Reservatórios

Um sistema de aproveitamento da água da chuva tradicional conta com dois reservatórios: o inferior que possui maior capacidade e o superior que pode ser uma caixa d’água de 1000 litros. O dimensionamento do reservatório inferior deve ser feito levando-se em conta o índice pluviométrico, o tamanho do telhado, o consumo e a expectativa de autonomia. Futuramente publicaremos um método para este dimensionamento.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Recomendações para o aproveitamento da água da chuva (1) - Separação da rede de água

É fundamental que se faça a separação das águas para a distribuição na residência ou comércio, da seguinte maneira:

a) Uma rede exclusiva para a água potável (água da concessionária) com caixa d'água e descidas independentes. Esta rede se chamará ÁGUA POTÁVEL (AP) e abastece os seguintes pontos:
Chuveiros
Lavatórios
Todos os pontos da cozinha
Torneiras que fornecem água potável

b) Uma rede exclusiva para a água não potável (água da chuva) com caixa d'água e descidas independentes. Esta rede se chamará ÁGUA NÃO POTÁVEL (ANP) e abastece os seguintes pontos:
Lavanderia (tanques e máquina de roupa)
Vasos sanitários
Torneiras de lavagem em geral
Piscina (quando for tratada com cloro até um terço da sua capacidade)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

ABNT NBR 15527

A Norma Brasileira que estabelece os critérios e procedimentos para o correto aproveitamento das águas pluviais urbanas é a ABNT NBR 15527 - Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis - Requisitos. Válida a partir de outubro de 2007.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Aproveitamento da água da chuva

A água é um patrimônio da terra que, apesar de abundante em termos de volume total, começa a faltar em grandes aglomerados urbanos. Dois terços da superfície da terra são cobertos por água mas estima-se que somente 0,36% é considerada própria para o uso humano.  Dentro de uma visão que não chega a ser alarmista mas sim preventiva, devemos começar a fazer o que chamamos de gestão eficiente das águas urbanas. Este princípio envolve a economia através da utilização de equipamentos de baixo consumo, envolve o reuso das águas servidas, a preservação dos mananciais e o aproveitamento das águas da chuva.
A água da chuva, considerada como uma necessidade vital no meio rural, se tornou, nas últimas décadas, um grave problema urbano devido às enchentes. A falta de permeabilidade do solo urbano, aliada ao sub-dimensionamento dos ramais pluviais e ao assoreamento dos rios lindeiros faz com que as águas de grandes chuvas não consigam escoamento adequado, gerando enchentes que, muitas vezes, chegam a ser catastróficas.
Em face disto, cidades como São Paulo, Rio de janeiro, Guarulhos e Curitiba já aprovaram leis que obrigam os edifícios a possuírem sistemas de captação e armazenagem da chuva. Com estes reservatórios executados é claro que a ação mais lógica é prover meios de se aproveitar esta água no próprio edifício.
Ao nível das residências, as águas pluviais podem ser utilizadas como fonte de água não potável bastando para tanto que se criem as condições de infra-estrutura necessária para o perfeito funcionamento do sistema. Considera-se a água não potável aquela que não entrará em contato com o ser humano, seja por ingestão ou pelo contato físico. Assim, o uso não potável abrange a água para o vaso sanitário, lavanderia, lavagens em geral e irrigação.
Para se conceber um sistema de aproveitamento de água da chuva nas residências é necessário que se tenha um sistema de calhas no telhado para fazer a captação. Após captada, a água da chuva é direcionada para uma cisterna passando antes por um filtro especial. Depois de ser armazenada, esta água é bombeada para uma caixa d’água própria localizada no telhado, ao lado da caixa de água potável, sendo então distribuída para os usos previstos. Todos os equipamentos que compõem o sistema já são fabricados no Brasil e podem ser encontrados facilmente em representantes por todas as capitais.
Em se tratando de investimentos, a água da chuva pode vir a ser um excelente negócio. Estudos práticos em sistemas já instalados provam que se pode obter um payback (retorno do investimento) que começa com dois anos, chegando a seis anos. Algumas variáveis são responsáveis por esta diferença de tempo e estão, na maior parte das vezes, ligadas ao potencial climático e ao calendário de chuvas da região. O preço da água cobrado pelo concessionário de água e esgoto, bem como a necessidade de armazenamento são outros fatores cruciais no cálculo do payback.
Mais do que um grande negócio, o aproveitamento da água da chuva passa a ser uma resposta da sociedade a um problema que começa a se tornar crônico na maioria dos centros urbanos.

Arquiteto Mário Hermes Stanziona Viggiano

Seguidores

REDE DE INFORMAÇÃO EM SUSTENTABILIDADE

arquitetura / sustentabilidade / ecologia / bioarquitetura / sistemas sustentáveis /energias renováveis / arquitetura bioclimática / compostagem / águas pluviais / recarga do aquífero / horta orgânica / educação ambiental / alimento orgânico / engenharia / casa autônoma / rainwater / greywater / architecture / bioclimatic architecture / compost / sustainability / horticulture / organic / energy /